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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Avaliar como, quando e para quê?!



Avaliar nunca foi uma tarefa simples, pois sabemos que há necessidade de estabelecer alguns critérios para conferir a absorção do conhecimento formal dos nossos alunos. A “maldita” semana de prova sempre foi um fardo na vida dos estudantes, haja vista que nem sempre eles estabeleceram uma relação de amizade com os exames, por uma série de fatores negativos. Para eles, o nome “prova”, “teste”, “pss”, muitas vezes, causa nervosismo, medo, ansiedade entre outros sentimentos que são responsáveis pelo insucesso. E eles têm razão em se sentirem assim, pois o termo “prova” é muito desafiador, é como se o aluno fosse obrigado a ter de provar por “A+B” que aprendeu determinado assunto. Porém, ele não é obrigado a passar por esse transtorno e nem provar a ninguém que aprendeu isso ou aquilo.
Avaliação deve ser compreendida como um processo prazeroso, onde o aluno se sentirá feliz em expor aquilo que foi aprendido. A leveza que o professor dá ao processo de avaliação, traduz a maneira como os alunos se sentem tranquilos em realizar os exames. Mas, o que é avaliar? Qual o sentido de analisar o que foi absorvido pelos alunos? Será o de resolver algumas questões abertas e fechadas limitadas em a,b,c,d,e? Será que o processo de avaliação se restringe apenas a um papel A4 que muitas vezes não captam outros saberes existentes na criatividade de nossos alunos? Será que mensurar, quantificar de zero à dez estabelece uma análise verdadeira daquilo que foi absorvido? Será que rabiscar a prova de vermelho enfatizando apenas os erros motiva a cognitividade de nosso discentes? Algum professor já colocou na avaliação uma observação que dizia: “Arrasou nessa resposta, parabéns!” ?
O processo de avaliação envolve muitos outros fatores, além desses que já conhecemos. Implica: na seleção de conteúdos estabelecidos pelos PCNs ( Parâmetros Curriculares Nacionais); na didática utilizada pelo professor para que os alunos apreendam o conteúdo; nas boas relações cotidianas estabelecidas entre professor-aluno; na dedicação tanto do docente em desejar ensinar, como a do aluno, em querer aprender, pois ambos são responsáveis pelas conquistas intelectuais, já que são agentes ativos do saber; em desenvolver várias pedagogias para atender às demandas heterogêneas encontradas em sala; na sensibilidade do professor em relação àqueles que têm outro ritmo de assimilar o saber.
Tudo isso, resultará na famosa avaliação bimestral, trimestral ou semestral. O sucesso depende de todas essas circunstâncias. Então, não tem como exigir do aluno aquilo que não existiu na vida escolar. Nem tampouco é justo estigmatizar a figura dele por causa das notas baixas. O processo de avaliação consiste em reafirmar formalmente aquilo que foi estudado, vivido por nossos alunos em sala de aula. Caso o aluno não tenha obtido sucesso a culpa não é só dele, mas sim de todo sistema educativo, ou seja, desde a seleção das questões da avaliação, do conteúdo ministrado, da didática, até de nós, professores. O zero ou o 10 que o aluno conquistou não é “mérito” só dele, mas sim de todo um contexto educativo e nós, professores, estamos inseridos nele e somos julgados como "protagonistas".

Se compreendermos que os erros fazem parte do processo de aprendizagem, assim como os acertos teremos condições de melhorar a péssima fama que a avaliação sempre teve; teremos condições de revermos aquilo que estamos exigindo nos exames e teremos mais possibilidades de mostrar ao aluno que avaliação é a simples conferência do aprendizado obtido em classe. A avaliação transformadora e verificadora da aprendizagem, não deve se resumir a uma semana do bimestre, para não corrermos o risco de condicionar o aluno a estudar só nesse período. Todavia deve ser um processo semanal para verificar o que foi aprendido em cada unidade ministrada, cujo objetivo é o de tornar o estudo uma constância na vida do discente.
Avaliar bem e atentamente ao que foi escrito no exame, pelo nosso aluno, é importante não só para o crescimento sócio-cognitivo dos futuros cidadãos, mas também para conscientizá-los de que é fundamental ter ciência e de como é importante se apoderar do conhecimento para transformar beneficamente a realidade na qual estamos inseridos. Considerar algumas questões que foram acertadas pela metade, apoiando o aluno no caminho escolhido para resolver a questão; acrescentar observações motivadoras enfatizando os acertos e sugerindo soluções para os erros; tentar encontrar alguma conexão entre enunciado e resposta; debater com os alunos o caminho que o levou a tal solução, mediando outras possibilidades de acerto; observar o contexto emocional do aluno; tudo isso são fatores preponderantes para analisarmos o que realmente fora aprendido pelo aluno, reafirmando nosso trabalho. Além disso, é mister que busquemos sempre métodos inovadores, como a auto-avaliação, a desenvoltura de pensamento, a postura oral e escrita; e também, métodos interdisciplinares de avaliar, com  a pretensão de inquietarmos os aprendentes para que eles ampliem a visão de mundo, enchendo a bagagem cultural de novos saberes, questionamentos, novas possibilidades de pensamentos críticos e criativos. 
Essas atitudes serão a "prova" de que nossa docência vai por um caminho certo, com "boas notas".
Andressa Fabião

domingo, 9 de janeiro de 2011

Gramática: um quebra-cabeça fundamental na linguagem escrita

“Gramática nunca foi meu forte, sempre tem uma contradição, mais exceções do que regras e isso confunde muito minha cabeça” “ Detesto o professor de Gramática” “ não consigo entender a explicação do professor” já diziam alguns alunos. Muitos deles sentem dificuldades em aprender as normas que regem o nosso idioma. Não só têm dificuldades, como também desenvolvem uma aversão seja pelo amontoado de regras e exceções que a própria gramática possui, seja pela metodologia ou falta de uma didática convincente utilizada pelo professor, ou até mesmo pela falta de empatia que o aluno desenvolve na disciplina por não ter superado a primeira dificuldade que enfrentou.
Se fizermos uma alegoria ao pensar na gramática como sendo um quebra cabeça, compreenderemos que são peças soltas, e, em algum momento, precisarão se conectar para exibir uma possível imagem com um sentido, ou significado. Então, podemos dizer que as peças soltas do quebra-cabeça são os significantes e quando associam-se desenhando uma forma, podemos perceber o seu significado.
Ao olharmos um texto, provido de sentido completo, perceberemos que ali encontra-se um todo com significado construído através de partes harmônicas. Esse todo podemos chamar de macroestrutura textual e as partes que o formaram são as microestruturas, ou seja, são artigos juntando-se a substantivos, verbos, preposições, advérbios, pronomes, etc, com o objetivo de construir um todo significativo.
Para que isso seja percebido de uma forma simples, é necessário que nós professores desenvolvamos metodologias que beneficiem a compreensão dos alunos, deixando de lado vícios e didáticas tradicionais, os “ bê-a-bás”, ao ensinarmos as classes gramaticais isoladamente, sem contextualizá-la. No entanto, é preciso construir uma didática moderna cuja intenção é a de simplificar, mediar o conhecimento através de textos bem interpretados, questionamentos sobre as regras dentro daquele determinado trecho, reflexões pertinentes, leituras entusiasmadas, filmes didáticos, músicas que abordem as temáticas das aulas, entre outros métodos importantes para a construção e transformação do conhecimento gramatical. A Gramática trabalhada de forma isolada e solta fica sendo o saber pelo saber decorado sem fundamento, consequentemente, mal absorvido.
Somando-se a isso, é interessante nós, professores, demonstrarmos amor, paixão pela disciplina que lecionamos para que o aluno sinta curiosidade em aprender e desenvolver uma relação prazerosa com o estudo. Mesmo sabendo que os alunos “ não querem nada com a vida” é preciso que nós docentes despertemos para procurarmos métodos que atraiam o aluno em vez de repeli-lo; sem justificar nossas falhas nas supostas “negligências” dos discentes.
Portanto é fundamental comprometer-se com o saber da norma padrão (uma das ramificações fundamentais da linguística) pois todo falante da língua portuguesa tem por obrigação conhecer as regras que regem sua língua materna. Isso servirá não só para a garantia de conquistar melhores espaços no mercado, angariar promoções, ou para fazer concursos, mas sim para que nós fiquemos por dentro de um dos fatores que são preponderante da nossa cultura: a linguagem.
Andressa Fabião

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Verso Branco e conflitos da cólera.

É como se tivéssemos  que nos mover em direção a qualquer fato que  leve a aliviar essa angústia na qual essa louca e desenfreada paixão trasnsmite quando estamos doentes.
O combustível faz você percorrer para bem longe e denfrontar-se com as ardências dessa cólera,  oriunda da troca, recíproca onde a ânsia espera com esperança de ser recebida.
O estômago não suporta tantos maus tratos e nem tampouco pode suportar essa desmedida, causadora de um frio intenso.
O pensamento é um refém, tudo ele tende a associar-se, para está próximo, alegorica e verdadeiramente, mesmo sentindo que isso seja um verso branco.
Ar? Para que tu serves? Sua invalidez é tão óbivia e não pode competir com o perfume que garante o meu respirar: o cheiro da voz e dos gemidos cálidos cheios de languidez.
A paixão arde, o tempo esfria, a esperança vive. E eu? o que tenho com isso?
Ó paixão causadora de transtornos viles porque insistes em me atacar, quando tu não és um monstro completamente? O que queres de mim eu não posso te dar!
Arrasadora, fúnebre e sofrida até quando irás me maltratar?
Deixe-me em paz e quando não mais me quiseres eu bem te receberei!

Desirèe Andressa Fabião