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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

João Pessoa fez plásticas.

       É visível as mudanças que ocorreram na capital Paraibana no decorrer dos últimos 4 anos; praças, hospitais, escolas, mercados, obras de artes, orla marítima, ruas asfaltadas, enfim. Essas obras nunca foram tão evidentes numa cidade cujo perfil era típico de províncias interioranas. Atualmente, percebe-se em João Pessoa, um cenário de uma cidade mais moderna com perspectivas de crescimento.
No entanto, sabemos que todas essas obras são obrigações de qualquer gestão cujas intenções são a de fazer bom uso do dinheiro público em prol de toda população. Não considero mérito de prefeitura A ou B, e sim um dever de fazer tais mudanças na pequena-grande João Pessoa. Por isso, nesse caso, não só reconheço como parabenizo a forma como estão utilizando as verbas públicas. Eis uma estratégia política muito inteligente!
Ao visitar o centro da cidade de João Pessoa, sobretudo à noite, percebe-se um novo marco no cartão postal da cidade: pessoas sentadas nos bancos contemplando uma fonte caríssima, mas que se tornou barata em relação ao efeito estético que proporcionou à cidade. A Lagoa ficou tão agradável que em vez de superlotar a praia de Tambaú na festa da virada do ano, deveriam ramificar as atrações festivas para pontos tão bonitos como ficou o Parque Solón de Lucena, por exemplo. Evitaria a sobrecarga na praia e excesso de trânsito. Fecho os olhos e imagino fogos de artifício, surgindo de dentro da lagoa como coadjuvantes de um chafariz tão belo e iluminado, para comemorar a chegada do ano novo.
Como sempre, sabemos que criticar parte de dois princípios básicos: ver os aspectos negativos e/ou positivos. Então, nesse sentido, vejo que determinadas obras de arte espalhadas pela cidade surgiram com o intuito de proporcionar não só o acesso à cultura local, mas sobretudo o de embelezar a cidade. Algumas, como a do girador do Altiplano, encaixaram-se perfeitamente, tanto no aspecto artístico, significativo e estético, pois ornamentou bem a entrada dos bairros.
Outros feitios porém, soaram negativamente, no sentido de atrapalhar a visão do mar; é o caso do monumento vermelho situado em frente ao Bahamas; seria o mesmo efeito se construíssem uma casa belíssima em frente a estátua do busto de Tamandaré. Que fique bem claro: não falo da obra de arte em si, que é indiscutível e tem um significado relevante (arte foi feita para admirar e não pra discutir), porém, penso no impedimento que ela causou a uma vista tão maravilhosa como era àquela que víamos quando descíamos a Av. Rui Carneiro. Ela ficaria linda se fosse adaptada no último girador do Cabo Branco, que dá acesso à subida da Ponta do Seixas.
Grosso modo, quero partilhar a alegria de poder passear por aí, ver a cidade crescer não só no aspecto urbano, mas sobretudo, nas ideias que vem das novas concepções políticas que tornarão João Pessoa uma cidade bem melhor tanto para mim quanto para você, meu querido leitor.
Como diria Vinícius de Moraes: “ Beleza é fundamental” (nesse aspecto).
Andressa Fabião

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Subentendido

Nas idas e vindas da vida
o vento trouxe
um ponto,
ponto de partida.

Nas inquietações de eros
o vento trouxe um 
rabisco,
nas curvas de uma estrada.

Dos feromônios
o vento trouxe
um anônimo,
que do ermo se fez íntimo

Nas pontas dos dedos 
o vento trouxe
o tato
o toque
o tino.

Através do pensar
o vento trouxe 
uma poesia
para sublimar o desejo.

E dos desejos
o vento trouxe
um cheiro,
feito de vinho.

Nas incandescências dos brilhos
o vento trouxe 
a lembrança
de um olhar feito de por do sol.

Dos arredores do sorriso
o vento trouxe
a paz
que traduz o implícito.

Das minúcias
o vento trouxe
um traço
dois passos
meio esboço
que em full hd definiu a imagem dessa pessoa tão inesquecida.

Desirèe Andressa Fabião

PS: special words for an biggest architect that I knew.