sexta-feira, 30 de março de 2012



O embuá se curva diante da sua defesa, por 

isso se torna mais forte.

Deirèe Andressa Fabião

Facebook é um terreno privado, cheio de espinhos; cerca

 elétrica e alarme! Só tem acesso quem você determina.

Desirée Andressa Fabião




quinta-feira, 10 de novembro de 2011

“Prova final” para o MEC?

No fim dos anos 90, o Ministério da Educação criou um exame nacional cujo maior objetivo era o de proporcionar acessibilidade àqueles que querem garantir o ensino superior como parte da formação educacional, além de avaliar o nível de qualidade do ensino médio brasileiro.
Porém, no decorrer dos anos, houve situações de instabilidade por parte daqueles que compõem os principais pilares de sustentação do ENEM: MEC ( Ministério da Educação) e INEP ( Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) exatamente por terem existido, consecutivamente, inúmeras falhas na  aplicação do exame, desde uma simples divulgação de gabarito até o mais recente e polêmico absurdo: vazamento de questões no colégio Christhus, em Fortaleza, CE, ou seja, menos cinco pontos na “avaliação de aprendizagem” do MEC!
Corrupção nunca foi novidade para as nações que têm, como base de organização social a política. Contudo, essa prática torna-se mais evidente naqueles países cuja seriedade, há muitos anos, fora corrompida e mal estruturada pelo desvio de honestidades. É assim que acontece com nosso imenso e tão mal administrado país. Se desde a origem foi semeado o “jeitinho brasileiro”, é indubitável que ele crescesse com esse aspecto de malandro, sobretudo para as questões educacionais. Aliás, o que é educar mesmo, senhor excelentíssimo ministro da educação? Ou seja,  menos três pontos na “avaliação de aprendizagem” do nosso “querido” advogado e economista, Fernando Haddad. (ah! as eleições de SP vêm aí, “se ligue”! Os paulistas entendem de educação!)
Os desrespeitos somados aos descasos que se tornaram tão comuns por parte dos nossos políticos nos revelam o quão estamos atrasados e mal assistidos, não só no âmbito educacional, mas, sobretudo no que diz respeito à humanização do homem na sua mais genuína essência. Vivemos  em pleno século XXI, com uma suposta sensação de modernidade para alguns aspectos, e em outros -como educação e respeito a outrem-  somos como os primitivos, por não sabermos lidar com as problemáticas sociais, pior: não sabemos resolvê-las porque a leiguice e  a burocracia do cotidiano não deixam. Os 5,3 milhões de estudantes que se dedicaram ao exame tiveram a marca da infelicidade pregada na testa por causa de 600 e poucos alunos de uma escola que deixou muitas dúvidas quanto aos seus princípios ético-educacionais. Punição para eles? Ótimo! Ou seja, pontos positivos na “avaliação de aprendizagem” do Tribunal Regional Federal 5.
Os desfalques nos exames somam alguns números, para mais, no hanking da pouca vergonha, e, os brasileiros subtraem, da sua esperança, um país que deveria proporcionar o mínimo de assistência àqueles que tanto se esforçaram para que, em dois dias de crucificação, respondessem a 180 questões, além de uma produção textual que jamais conseguirá medir as múltiplas inteligências que os candidatos detêm. Ou seja, pontos para os candidatos! Aliás, palmas!
Mediante a tantos episódios de falcatruas na execução do ENEM, há de se repensar a estrutura do exame para que ele garanta ao aluno a satisfação de passar para uma nova fase da vida tranquilamente; carregando na mochila não só conhecimentos formais, mas, principalmente experiências que traduzam a felicidade de ele ter sido promovido e não enganado. O MEC mais uma vez perdeu pontos, e precisa fazer a velha prova final para recuperar o respeito que deve aos candidatos. Ou seja, nota zero para o MEC.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Quando a culpa não é do “sistema”




         Ao falarmos em educação mal sucedida, sempre arranjamos um culpado: o sistema - que não diz respeito apenas a um órgão, a um livro didático, nem muito menos a um professor; até parece que o sistema é uma “pessoa” má. O sistema, por definição, é um conjunto de meios e processos para alcançarmos determinado fim. Trata-se de um conjunto formado por vários elementos. Ao termos uma concepção falha, acerca das problemáticas educacionais, a culpa não é do sistema, mas é minha, é sua, leitor, e é de todos os outros elementos que compõem a sociedade, exatamente pelo fato de nós sermos o próprio sistema o qual estamos acostumados a criticar sem arranjarmos soluções para as nossas próprias inquietações.
         O contexto educacional brasileiro, embora traga nódoas do passado, está cansado de ser alvo de tantas críticas negativas, tantos clichês, tantos insultos de gráficos que sempre se encontram em baixa; insatisfações de números, enquetes, enfim. Nada disso mudou em 500 anos e não irá mudar, caso nossa conduta, enquanto cidadãos, seja a mesma. Há necessidades de analisar o velho e cansado discurso, as atitudes; é preciso reconhecer os problemas e direcionar nossas energias para solucionarmos as “pendengas” que atrapalham nosso crescimento. Já que educação nasce no homem, é parte da saúde humana, ela se conservará doente se não fizermos um diagnóstico preciso para utilizarmos os remédios certos.
          É possível transformar o sistema, se aproveitarmos o pouco de bom que nele existe, e isso está presente nos pensamentos críticos que nós devemos ter, na autorreflexão, no respeito ao outro, no bem comum e no reconhecimento de que é preciso reavaliarmos nossa compostura ao exercermos a prática. O primeiro passo para que haja mudança na situação educacional é reconhecer que a culpa também é nossa; o segundo, é saber dos reais problemas existentes para que tenhamos respaldo com o intuito de exigir nossos direitos e cumprir nossos deveres e o terceiro passo é ter o compromisso de solucioná-los coletivamente com objetivo de levantarmos a autoestima dos números que aparecem nos rankings.
         Muitos países que se encontravam em situações delicadas, com o sistema totalmente destruído, solucionaram seus problemas ao investirem suas “almas” na educação, isso aconteceu porque acreditaram na mudança. A Coreia do Sul, por exemplo, encontrava-se estagnada no pós-guerra, quando decidiu recomeçar sua estrutura social pela educação. Hoje, temos uma superpotência educativa invejável; observamos crianças no jardim da infância montando máquina digital, professores bem remunerados, políticos comprometidos com suas obrigações, pais presentes, materiais didáticos que despertam a criatividade, tempo integral, didáticas atrativas, enfim, optaram pelo bom funcionamento do sistema. E o Brasil? Será que ele conseguirá, mesmo nos contos de ficção, alcançar esse nível? É possível se não achamos pouco provável. Quantos de nós, ao lermos este texto, não pensamos em utopia? A falta de credibilidade atrapalha nossas ações, pois criticamos sem fundamento e estamos desacreditados com a ideia de que nada muda em se tratando de Brasil.
           Quando o assunto é sistema, refiro-me a um que prevê a mudança a partir da educação planetária que harmoniza partes funcionais e bem sucedidas em detrimento de um todo organizado composto por leis que visam o bem de todos e não apenas de uns; além de professores bem preparados e reconhecidos, salas de aula que deem suporte estrutural para acolher os alunos, pais que se fazem presentes na vida do filho e o próprio estado ao garantir qualidade à população. Há de se acreditar naquela transformação que está intrinsecamente ligada aos nossos “eus” e ao globo de um modo genérico, àquela que transcende para um bem estar social e que faz uma nação ser reconhecida e respeitada pela seriedade das pessoas que a compõe. Eu, parte do sistema, tenho esperança de que, após a vitória dessa guerra, alcançaremos não só números elevados nas pesquisas, mas também o respeito, a dignidade que qualquer país precisa ter.

Andressa Fabião







sexta-feira, 22 de julho de 2011

Consumismo






...

O quê?!
não vi.
ãh?!
sim, aquele?
Aaah!
 comprei.

...




Andressa Fabião

domingo, 17 de julho de 2011

Muita pressa nessa hora.


É. Foi rápido assim: primeira sexta-feira de maio nas últimas horas do dia. A lua parecia inerte naquele céu chapriscado de estrelas. kate estava numa dessas janelas que a levavam para o outro lado do mundo, e sem muitas pretensões com aquele bate-papo, saiu fuçando para ver a vida alheia contida no planisfério virtual; foto por foto, status de relacionamento, comunidades que revelavam facilmente um “eu” que até então era desconhecido; observou postagens, comentários para entender aquele outro planeta que encontrava-se sentado em algum lugar da cidade. Percebeu que por aquelas fibras ópticas tantos caminhos se encurtavam para se chegar mais rápido num lugar mágico, tantas informações estavam disponíveis, simples como um click que despertou o desejo do sim. Encontraram-se naquela mesma noite. E por que não? o mundo virtual, quando transcende para a vida real, exige a mesma rapidez para viver as intensidades das emoções.
Era um bar que ficava próximo à praia, aconchegante, luz baixa e amarela quase uma carícia sobre quem ali estava. Não mais que de repente, numa mesa de canto, vestido de humano, não mais de pontos luminosos, estava sentado cheio de charme; algo em torno de um metro e noventa de altura, camisa azul escura, calça jeans e uns óculos de grau que, até as horas que são, não conseguiram convencê-la de que ali havia um ser fechado, metido a intelectual. A seriedade ou a chatice de Peter não estava em jogo por causa de um acessório, mas nenhuma virtude dele se escondia de Kate, exatamente pela intimidade que eles adquiriram rapidamente através de uma sensação mútua de terem se conhecido bem antes, em alguma vida passada. Parece que ela enxergava por trás daquelas lentes um menino extremamente brincalhão, de bem com os hormônios, de bom humor, embora os percalços da vida o transformaram em homem antes do tempo. Ele era conhecido vulgarmente como “Peter”. Tomaram alguns drinks e viveram conversas felizes; expressões que em alguns minutos de bate-papo se traduziram numa eternidade com fim. 
Os dias seguintes foram vividos como algo indissolúvel, tudo muito mágico, sobretudo as trepadas que os configuravam como bichos desejantes, encantadores, havia brilho nas coisas mais idiotas e o tempo vivia com pressa. Eles também, só que essa ligeireza não era a de um tempo cronológico, era uma agonia de querer gastar toda a paixão desmesuradamente que nascera tão de pressa, e como toda pressa de viver se traduz em imperfeição no decorrer da ansiedade, Peter desacelerou toda a eternidade que eles haviam construído, sem motivos convincentes resolveu acabar tudo como uma camisa que se diz ao avesso. Kate procurou compreender através de mil psicologias a metamorfose inversa de uma borboleta que voltou a ser pupa; não conseguia se convencer, preferiu a matemática e encontrou uma saída: o que não teria solução estava completamente resolvido. Decidiu viver a outra parte da felicidade que lhe restava; foi embora e percebeu que tudo não passou de uma perfeição que se tornou inimiga da pressa. Após algum tempo, Kate agradeceu encarecidamente a Peter o bem que ele fez para ela, ao decidir tudo sozinho. 
No dia seguinte, a vida apareceu "verdinha" totalmente online.

Andressa Fabião

segunda-feira, 11 de julho de 2011

a- Luno



(Para meus alunos guerreiros.)


Nada de a-Luno!
Nada de ser sem luz!

Todos são assim: 
Quando não são guardas do sol
São lâmpadas acesas

Quero todos  assim:
Para mim
Por mim
Perto de mim.

Sou de vocês
Assim como vocês me são
Não sou professora
Só sou amadora do que vocês me dão

Quantos me levam de mim para si
Quantos se dão de si para mim
Quantos somos "nós"?

Não sei.
Só sei da saudade daqueles
Que buscaram em mim e encontraram
O que já tinham  de luz em si.


Andressa Fabião